Conta-se que Anahí era uma índia tupi, não era formosa e não tinha a menor beleza, mas era dotada de linda voz canora que encantava a tribo, todas às tardes, ao cair do sol. Aproximava-se do manso rio que cortava a aldeia, e ecoava as canções tribais que falavam de suas conquistas e vitórias, seu amor à mãe terra, e aos seus deuses.
Chegou, porém, o homem branco, comandando tropas invasoras; eram os conquistadores espanhóis, matando a muitos, e levando velhos, mulheres e crianças como cativos.
Prisioneira, Anahí não se conformava, e procurava a cada dia uma forma de fuga, até que logrou êxito, fugindo com um pequeno grupo de índias e crianças, porém, o ato foi percebido pelo sentinela com quem lutou bravamente, demonstrando a coragem e a bravura de sua raça, acabando por matá-lo, mas atraindo a atenção dos demais soldados que vieram. Levaram-na de volta ao cativeiro onde foi, em rápido julgamento militar, condenada à morte pela fogueira.
Atada à uma árvore entre troncos e folhas secas, viu-se atear fogo. Anahí bravamente se comportava; enquanto aguardava o momento em que os algozes ateariam fogo, cantava as canções do seu povo, louvando os deuses.
No meio das chamas, viu-se acontecer um milagre: Anahí se transforma em flor incrustada à árvore, numa espantosa fusão, tornando-se cor de rubi, assustando os inimigos que apavorados, dali fugiram, tornando livre a sua raça.
Com sua vida, a flor de Anahí deu liberdade ao seu povo que a consagra, crendo nela haver o poder e a força da fertilidade, e beleza que não tinha.
Fotos da Flor de Anahí
(Fonte Google)

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